sexta-feira, 1 de julho de 2011

La vie en close


E assim os dias se passam... Como fontes inesgotáveis de vivacidade. Uma humanidade perdida e entregue apenas a uma seqüencia linear de acontecimentos distribuídos em dias, anos e séculos. Toda a complexidade de uma criação sendo guiada a um único objetivo de sobreviver, custe o que custar, até chegar ao fim de uma existência justificada por crenças espirituais ou biológicas. Somos desprovidos de uma imunidade física completa, vulneráveis a doenças consideradas fatais e que podem atingir a qualquer um. Tecnologias avançadas não são sinônimas de segurança. Dinheiro não pode evitar desastres naturais...  Não somos nada comparados a imensidão do universo, mas ao mesmo tempo pensamos ser o centro dele.  E mesmo assim o ser humano ainda mata por “poder”; um poder que pessoalmente julgo inexistente perante nossa insignificância. Um olhar ao redor resulta um mundo obscuro, não necessariamente pessimista; apenas uma realidade nua para quem consegue ver além sem perder a racionalidade. Uma decadência explícita, porém confortada pela arte, que ainda nos permite criar, sentir, imaginar, viver e encontrar um motivo para poder seguir em frente. Reclamar que tudo poderia ser diferente é patético. Fortes são aqueles que vivem a diferença.