segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Mnemosine


Emudecida está minha voz
A lira não mais geme amarga e triste
Somente uma lembrança punge atroz
Sob a lágrima que na face insiste

Sorrindo em versos num sermão de pranto
Distante das breves manhãs frias
Que o silêncio se converta em canto
Preenchendo espaços com ironias

Olhares vazios sob o calor da aurora
Momentos raros de uma vida insípida
Que sejam eternos os risos de outrora
Desenhando em cores uma despedida

Quando só restam devaneios insanos
No peito a dor da perda invade
Enquanto o tempo se divide em anos
Faltam palavras para expressar saudade...


















Paullo Lenore